Ultimamente é só o que tem restado. Agora meus olhos estao secos, mas meu coracao mergulhado em lágrimas. Meio emo, eu sei. Contando os segundos pra que o presente vire passado, e os pesadelos só lembrancas. Posso dizer que senti os mais diversos sentimentos nessa ultima semana. Alguns que gostaria de nunca ter sentido, pra falar a verdade a maioria deles. A vontade de usar drogas ilicitas ali, presente, simplismente pelo fato de nao sentir mais nada, nem tristeza. Aproveitar algumas horas de um mundo só meu. Mas seria idiotisse. Nunca drogas foram e nunca seram a melhor saida. Um bom anestésico sempre foi o banho. As lágrimas se misturando com a água, e derrepente nao caem mais. Parece mágica, mas a angustia some mesmo q por pouco tempo. Infelizmente, a natureza nao admite mais q se tome dez banhos por dia. Aí voce pensa que pode ser diferente, basta voce fazer uma escolha: aguentar ou desistir. Parece simples escolher, mas nao tanto quando se analiza as consequencias. Se sofre ainda mais quando tudo te fere, quando voce é (e sim, eu sou) uma crianca mimada, que sempre conseguiu toda a atencao e tudo o que queria com uma simples batida de pé. É nessas horas que faco uma retrospectiva e lembro de algumas escolhas que fiz, tentando imaginar como seria se nao fosse essa a decisao tomada. Pode ser que seria melhor, mas nunca saberemos. O arrependimento nao seria fácil pra ninguém. Sei que chorar nao vai levar a nada, mas as vezes é a minha unica opcao. Mudar nao é tao facil assim. Leva tempo, e empenho, o que me falta. Tem sido muito mais fácil ouvir, engolir e depois chorar. Sem apoio, sem ombro amigo, sem nada. Aprendendo sozinha, ou nao. Já que nunca fui um bom apoio pras pessoas, nao me resta nada a nao ser me apoiar no pouco que ainda resta de mim. Mas tudo passa, e tudo q vai, volta. O universo é justo.
Nao queridos, minha vida nao é uma desgraca. Simplesmente só venho escrever quando nao estou nos melhores dias, porque nesses os textos ficam piores do que o normal. Todos tem uma fuga, a minha é (além das drogas. brincadeira) esse blog. Qualquer dia conto minhas incríveis aventuras do colégio com o maior número de chapados de Curitiba. Garanto, nao tem quem nao se divirta.
Continuem vivos, e vivendo!
25 de nov. de 2009
19 de ago. de 2009
;)
Definitivamente, eu não sirvo pra namorar, ou pelo menos não sei fazer isso. Esse negócio de correr atrás deveria ser algo natural. Eu não deveria estar me segurando pra não ligar para ele, saber o que ele está fazendo. Por causa da minha insegurança, às vezes acho que isso é uma desculpa. Assim eu não ligo pra ele, não atrapalho qualquer atividade que ele possa estar fazendo, e fico numa suposta ilusão de que está tudo bem. Sim, eu sou neurótica, admito. Mas sei que se sou assim é porque alguém me deixou assim (claro, nunca vou ME culpar por isso), e já existiu alguém que gostava desse meu jeito assim, dessa minha neurose. Hoje eu reconheco que já fiz tudo que está acontecendo comigo a alguém, mas ainda assim é dificil se colocar no lugar da outra pessoa quando a dor e o emcômodo são grandes.Mas ainda assim vou me segurar até quando der. O que pode acontecer? Mais uma traição? Não há nada que ele faria que eu também não possa fazer. Talvez todos tenham razão. Não se deve levar um namoro tão a séria a essa altura da "vidinha". Como diria meu pai: não sabemos quantos amores já não perdemos, quantas pessoas deixamos de conhecer, quantas vezes deixamos de sorrir por causa de um namoro. Sinceramente não queria estar solteira, e não queria ter estado solteira esses ultimos (quase) 8 meses. Gosto da sensação de que alguém estará esperando por mim, de ter um compromisso marcado em horas indefinidas, da surpresa de cada reação. Sei que sou uma boba apaixonada. "Amor de adolescente", como diria ele. Mas às vezes é difícil evitar. Evitar amar, lembrar, chorar por ele. Ainda mais pra alguém que é mais emoção do que razão, namorando alguém que é exatamente o oposto nesse sentido. Gostaria que ele nao soubesse algumas coisas que sabe, e que eu também tenho que aprender. E assim acaba mais um dia. Não nos falamos, e como o prometido, não ligarei. Comfesso q estou meio chateada com isso, mas não o suficiente para ligar desesperada. Tem mais gente m dando valor, e é a isso q vou me apegar para não ficar tão mal. ;)
17 de ago. de 2009
...Três Pontinhos Miudos (?) TPM

"Me diga, se ainda posso confiar no que me diz sem você me dar valor. Ainda não me acostumei a não ter mais você, e ter que acostumar. As cartas que escrevi não as leia mais pois eu sinto que jamais te escreverei. Olhe para os meus olhos, eu tentei expressar a solidão que você me deixou. Você me deixou.Era facil quando eu aceitava os seus erros e voce fingia se importar com o meu bem, e me fazer mal como jamais ninguém faria. As cartas que escrevi nao as leia mais pois eu sinto que jamais te escreverei. Olhe para os meus olhos, eu tentei expressar a solidao que voce me deixou."
Etna - Cartas.
Etna - Cartas.
Mais um texto de tpm. Portanto vou reclamar da vida como um todo, mesmo que injustamente. Estou com um puta sentimento de culpa por decorrência da conta de telefone. Noventa e quatro reais não seriam problema caso eu tivesse um emprego foda, ganhando dez mil por mês. Mas não tenho capacidade, escolaridade e nem idade pra um emprego nesse nivel. E o namoro vai... bem ou mal, tá indo. Uma semana sem brigas, nosso record pessoal. Mas da minha parte ainda há muita insegurança. Quem passa pelo que eu passei, certamente não se recupera totalmente em uma semana. Até porque nunca é a mesma coisa. Nunca voltaram os primeiros meses de namoro, onde tudo eram flores. Portanto vou fazendo o que posso. Tento encher minha cabeça de coisas que não são Ele. Tá certo, não é fácil, e a volta das aulas ajudou, mesmo que pouco. Não sei o que seria de mim sem minhas anjinhas. Amigas, irmã, mãe... minhas salvações. E as músicas, muitas vezes trágicas,me fizeram chorar muuuito, mas também me fizeram pensar (céus, isso foi possível). Ok, agora voltarei a monotonia do dia-a-dia, e quem sabe volte a escrever quando acontecer a próxima tragédia pessoal. Beijos.
14 de jul. de 2009
Feeling this
"Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa, mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa."
Descobri que sou muito sucetível a sentir sentimentos alheios. Nao sei até que ponto isso é bom. Viver de empréstimo é viver uma mentira. Descobri isso lendo. Me entrego à situacao, sinto como se realmente fosse comigo. Já me peguei quase chorando. Chega a ser comico. Como se nao tivesse sentimentos demais, como se já nao me bastasse sentir por outras pessoas. Talvez isso se de porque me apego muito fácil às coisas, e me decepciono com facilidade. É, sou bem bobinha, e isso muitas vezes me faz mal. Deveria curtir meus momentos de felicidade, e nao os de tristeza alheios. Eu sei que só me atingue o que eu deixo me atingir, mas ainda nao sei filtrar. Cada um faz a própria felicidade, e isso nao pode depender de ninguém. É uma das coisas que se tem que conseguir sozinho, é uma batalha pessoal. Por isso, cada vez mais gosto do meu mundo particular. Acordar tarde, arrumar alguma coisa em casa, ver televisao, rir um pouco com artigos bobos online, ler, dormir. Mas ainda tem alguns detalhes. Ninguém é completo sozinho. Por isso tento manter perto as pessoas que eu gosto. Sei que tudo que digo pode ser uma mentira, mas acredito nela enquanto estou bem. Infelizmente sei que nao é pra sempre. Felicidade é um estado de espírito, passageiro, e eu sei que passará rápido, novamente. Me apego às lembrancas boas, à esperanca de que algum dia serei completa, e é isso que me faz continuar levando um namoro. Pelo menos assim estou vivendo um sentimento que eu tenho certeza de que eh meu. Eu o amo, e isso eu nao li em nenhum livro, nem outra pessoa me disse. Acho q por isso vim escrever, para agradecer pelos momentos bons ao seu lado, e também pelos 8 kg perdidos por consequencia de tantas brigas no decorrer desses seis meses e alguns dias. Entao, obrigada por ser bom pra mim, ou pelos por tentar. Eu te amo, e isso nao é novidade pra ninguém.
Descobri que sou muito sucetível a sentir sentimentos alheios. Nao sei até que ponto isso é bom. Viver de empréstimo é viver uma mentira. Descobri isso lendo. Me entrego à situacao, sinto como se realmente fosse comigo. Já me peguei quase chorando. Chega a ser comico. Como se nao tivesse sentimentos demais, como se já nao me bastasse sentir por outras pessoas. Talvez isso se de porque me apego muito fácil às coisas, e me decepciono com facilidade. É, sou bem bobinha, e isso muitas vezes me faz mal. Deveria curtir meus momentos de felicidade, e nao os de tristeza alheios. Eu sei que só me atingue o que eu deixo me atingir, mas ainda nao sei filtrar. Cada um faz a própria felicidade, e isso nao pode depender de ninguém. É uma das coisas que se tem que conseguir sozinho, é uma batalha pessoal. Por isso, cada vez mais gosto do meu mundo particular. Acordar tarde, arrumar alguma coisa em casa, ver televisao, rir um pouco com artigos bobos online, ler, dormir. Mas ainda tem alguns detalhes. Ninguém é completo sozinho. Por isso tento manter perto as pessoas que eu gosto. Sei que tudo que digo pode ser uma mentira, mas acredito nela enquanto estou bem. Infelizmente sei que nao é pra sempre. Felicidade é um estado de espírito, passageiro, e eu sei que passará rápido, novamente. Me apego às lembrancas boas, à esperanca de que algum dia serei completa, e é isso que me faz continuar levando um namoro. Pelo menos assim estou vivendo um sentimento que eu tenho certeza de que eh meu. Eu o amo, e isso eu nao li em nenhum livro, nem outra pessoa me disse. Acho q por isso vim escrever, para agradecer pelos momentos bons ao seu lado, e também pelos 8 kg perdidos por consequencia de tantas brigas no decorrer desses seis meses e alguns dias. Entao, obrigada por ser bom pra mim, ou pelos por tentar. Eu te amo, e isso nao é novidade pra ninguém.
16 de jun. de 2009
Lé présent est mort,vive l'avenir
por Drama Queen.
Usava meias brancas dentro de casa. Lógico, não era ele que as lavava. Pra isso existiam as lavanderias do bairro.Cabelos bagunçados e dentes bonitos graças à três anos de aparelho fixo durante a adolescência.Tinha uma namorada, Anna, há quase um ano. Ela tinha cabelos claros e gostava de cinema. Faziam sexo três vezes por semana e moravam há cinco quadras um do outro.Durante o inverno sua roupa preferida era um suéter preto que ganhou de aniversário de uma tia, em 1999. Era sua peça de estimação.Sua escrivaninha era deveras bagunçada, com milhares de papéis espalhados, traduções e recortes de revista. Estava tentando aprender francês sozinho em casa.
Un, deux, trois.
Saiu pra comprar pão e iogurte numa quinta cinzenta e esbarrou no amor da sua vida. Julia.
Ei, cara, não precisa empurrar!
Só conseguiu dar um sorriso bobo e dizer que tinha um farelo grudado no queixo dela. Ela ficou vermelha e mais irritada. Ora, onde já se viu um cara que se encosta todo e nem pra pedir desculpas.
Mas.. desculpa, viu.
Ah, bom. Assim, sim. E ele até era bonitinho. Comprou o pão e olhou mais uma vez, Julia agora estava sentada sozinha numa mesa tomando refrigerante e comendo um mil-folhas enquanto lia um livro.Voltou pra casa pensativo e lá estava Anna, tinha comprado um DVD novo e queria assistir, tinha até arrumado a cama dele.
Daniel, você precisa levar essas meias pra lavanderia.
Ele sabia. E não era só isso. Ele precisava levar a vida toda dele pra lavanderia, jogar uma água e mudar de ares. Anna era linda e inteligente, Anna era um amor pra toda vida. Mas não pra vida dele. Não. E ele havia descoberto isso naquele mesmo dia.
Ahn, já assisti esse filme na faculdade ano passado, vai vendo que eu vou levar essas meias mesmo.
Ela achou que tudo bem, deitou na cama e ficou assistindo. Ele juntou as meias numa sacola, pegou a chave e uma cerveja da geladeira e saiu de casa.Caminhou a quadra toda e entrou na lavanderia, deserta. Estava dando um jeito naquelas meias todas e alguém entra e esse alguém é Julia. Ela olha nervosa.
Você, mais uma vez.
Algumas meias cairam no chão, ele juntou e pensou em algo pra se dizer, não vinha nada na cabeça, o momento parecia estar escapando das mãos então falou qualquer coisa.
Oi, eu sou Dan.
Ela ficou olhando com uma cara de oh- céus-o-que-eu-digo-para-o-senhor-falta-de-criatividade. Segundos depois ela respondeu.
Que cheiro ruim.
Ele riu.
São minhas meias, mas não espalha.
Sua pose de rainha irritada foi pelos ares e teve que dar um sorriso de canto. Assim começou uma longa conversa. Sentados nas cadeiras plásticas da lavanderia, falaram desde meias até Natal em família.Agora ele sabia o nome da menina e sabia que ela gostava das mesmas bandas que ele e que tinha cílios grandes. O que ele achava lindo. E Anna não tinha cílios grandes, apesar de sua beleza ímpar.Voltou pra casa e disse pra sua namorada que precisava dormir, ela foi embora e ficou a noite inteira pensando em Julia.No outro dia apareceu na lavanderia, levou umas camisetas, e lá estava ela. Eles não tinham marcado, mas já sabiam. E sorriram mil vezes e falaram de livros e de infância.À noite, Anna ligou e Dan partiu seu coração. Era necessário. Ele tinha algo a fazer.
Estou interessado em outra pessoa, Anna. Foi bom enquanto durou. Levo teus DVDs na terça.
E Anna entendeu, era centrada. Sofreu um pouco e engoliu o choro. Era uma mulher de cabeça erguida.E ele foi até a lavanderia, foi procurar Julia. Ela não tinha chegado. Esperou mais dez minutos. Estava garoando, ela poderia ter se atrasado. Talvez nem viesse. Ele estava com o suéter preferido na mão. Trouxe pra lavar e pra mostrar à Julia seu troféu.Dezoito minutos depois ela chegou, cabelo meio molhado, blusa amarela. Sorriu. Eles se abraçaram como se fossem velhos conhecidos. Naquela hora ele viu que não se arrependeria de ter abandonado o que tinha construido até ali.
Tá frio. Eu te trouxe um livro hoje. Vamos sair pra comer um doce?
A voz baixinha e rouca dela era música pros seus ouvidos. Ela o puxou pelas mãos e seus corpos tremeram. Aquele seria o dia.Não é a toa que se diz por aí, as pessoas sentem quando vão se apaixonar pra sempre.Correram pra atravessar a rua, daria uma bela fotografia antiga em preto e branco aquela cena. Porém, o carro não freiou no sinal vermelho.Os dois morreram ali, de mãos dadas e antes do seu primeiro beijo. Pararam de respirar antes mesmo de a ambulância chegar.O carro acelerou. Era Anna. Todos sabemos quando coisas importantes vão acontecer. Anna também já sabia.Ela era mais uma dessas mulheres centradas que simplesmente não aceitam perder, que não admitem o fato de que nem todos os finais são felizes.E no bolso de Daniel um último escrito, mostrando que o dia já estava marcado pelo fim.
Je suis l`instigateur du crime, je suis la ruine et la douleur, je suis la honte, je suis le déshonneur, je suis la mort, je suis l`amour.
Usava meias brancas dentro de casa. Lógico, não era ele que as lavava. Pra isso existiam as lavanderias do bairro.Cabelos bagunçados e dentes bonitos graças à três anos de aparelho fixo durante a adolescência.Tinha uma namorada, Anna, há quase um ano. Ela tinha cabelos claros e gostava de cinema. Faziam sexo três vezes por semana e moravam há cinco quadras um do outro.Durante o inverno sua roupa preferida era um suéter preto que ganhou de aniversário de uma tia, em 1999. Era sua peça de estimação.Sua escrivaninha era deveras bagunçada, com milhares de papéis espalhados, traduções e recortes de revista. Estava tentando aprender francês sozinho em casa.
Un, deux, trois.
Saiu pra comprar pão e iogurte numa quinta cinzenta e esbarrou no amor da sua vida. Julia.
Ei, cara, não precisa empurrar!
Só conseguiu dar um sorriso bobo e dizer que tinha um farelo grudado no queixo dela. Ela ficou vermelha e mais irritada. Ora, onde já se viu um cara que se encosta todo e nem pra pedir desculpas.
Mas.. desculpa, viu.
Ah, bom. Assim, sim. E ele até era bonitinho. Comprou o pão e olhou mais uma vez, Julia agora estava sentada sozinha numa mesa tomando refrigerante e comendo um mil-folhas enquanto lia um livro.Voltou pra casa pensativo e lá estava Anna, tinha comprado um DVD novo e queria assistir, tinha até arrumado a cama dele.
Daniel, você precisa levar essas meias pra lavanderia.
Ele sabia. E não era só isso. Ele precisava levar a vida toda dele pra lavanderia, jogar uma água e mudar de ares. Anna era linda e inteligente, Anna era um amor pra toda vida. Mas não pra vida dele. Não. E ele havia descoberto isso naquele mesmo dia.
Ahn, já assisti esse filme na faculdade ano passado, vai vendo que eu vou levar essas meias mesmo.
Ela achou que tudo bem, deitou na cama e ficou assistindo. Ele juntou as meias numa sacola, pegou a chave e uma cerveja da geladeira e saiu de casa.Caminhou a quadra toda e entrou na lavanderia, deserta. Estava dando um jeito naquelas meias todas e alguém entra e esse alguém é Julia. Ela olha nervosa.
Você, mais uma vez.
Algumas meias cairam no chão, ele juntou e pensou em algo pra se dizer, não vinha nada na cabeça, o momento parecia estar escapando das mãos então falou qualquer coisa.
Oi, eu sou Dan.
Ela ficou olhando com uma cara de oh- céus-o-que-eu-digo-para-o-senhor-falta-de-criatividade. Segundos depois ela respondeu.
Que cheiro ruim.
Ele riu.
São minhas meias, mas não espalha.
Sua pose de rainha irritada foi pelos ares e teve que dar um sorriso de canto. Assim começou uma longa conversa. Sentados nas cadeiras plásticas da lavanderia, falaram desde meias até Natal em família.Agora ele sabia o nome da menina e sabia que ela gostava das mesmas bandas que ele e que tinha cílios grandes. O que ele achava lindo. E Anna não tinha cílios grandes, apesar de sua beleza ímpar.Voltou pra casa e disse pra sua namorada que precisava dormir, ela foi embora e ficou a noite inteira pensando em Julia.No outro dia apareceu na lavanderia, levou umas camisetas, e lá estava ela. Eles não tinham marcado, mas já sabiam. E sorriram mil vezes e falaram de livros e de infância.À noite, Anna ligou e Dan partiu seu coração. Era necessário. Ele tinha algo a fazer.
Estou interessado em outra pessoa, Anna. Foi bom enquanto durou. Levo teus DVDs na terça.
E Anna entendeu, era centrada. Sofreu um pouco e engoliu o choro. Era uma mulher de cabeça erguida.E ele foi até a lavanderia, foi procurar Julia. Ela não tinha chegado. Esperou mais dez minutos. Estava garoando, ela poderia ter se atrasado. Talvez nem viesse. Ele estava com o suéter preferido na mão. Trouxe pra lavar e pra mostrar à Julia seu troféu.Dezoito minutos depois ela chegou, cabelo meio molhado, blusa amarela. Sorriu. Eles se abraçaram como se fossem velhos conhecidos. Naquela hora ele viu que não se arrependeria de ter abandonado o que tinha construido até ali.
Tá frio. Eu te trouxe um livro hoje. Vamos sair pra comer um doce?
A voz baixinha e rouca dela era música pros seus ouvidos. Ela o puxou pelas mãos e seus corpos tremeram. Aquele seria o dia.Não é a toa que se diz por aí, as pessoas sentem quando vão se apaixonar pra sempre.Correram pra atravessar a rua, daria uma bela fotografia antiga em preto e branco aquela cena. Porém, o carro não freiou no sinal vermelho.Os dois morreram ali, de mãos dadas e antes do seu primeiro beijo. Pararam de respirar antes mesmo de a ambulância chegar.O carro acelerou. Era Anna. Todos sabemos quando coisas importantes vão acontecer. Anna também já sabia.Ela era mais uma dessas mulheres centradas que simplesmente não aceitam perder, que não admitem o fato de que nem todos os finais são felizes.E no bolso de Daniel um último escrito, mostrando que o dia já estava marcado pelo fim.
Je suis l`instigateur du crime, je suis la ruine et la douleur, je suis la honte, je suis le déshonneur, je suis la mort, je suis l`amour.
6 de jun. de 2009
She's attractive but bitter
Oi, hj eu to meio triste. Mas infelizmente eu nao tenho esse direito. Nao tenho o direito de ser uma menina de 15 anos que se chateia com as coisas mesmo quando nao há com o que se chatear. O pior é nao ter pra quem contar, ou contar pra pessoa errada, que simplismente manda voce resolver sozinha. Eu nao posso ficar quieta sem ter motivo, e tenho que controlar minhas palavras o tempo todo. Talvez eu nao tenha aprendido ainda a ser feliz sem que pra isso eu tenha que fazer alguém feliz. Ou até eu já saiba, só tenha esquecido temporariamente. Infeizmente tenho passado meus dias sentindo medo de perder ele. Nao tenho o direito de ficar chateada e saber que se pelo menos uma vez eu nao fizer nada, nao vai acabar ali. Inseguranca.
Lembrar de respirar e tudo vai ficar bem.
Esqueco também que coisas pequenas me fazem feliz. Nao escrevi mais, nao falo mais das pessoas que eu vejo, nao noto algumas coisas. Ainda tem agumas coisas que me fazem continuar. Passei a entender quando algumas pessoas dizem que querem sumir. Descobri que dormir e comer chocolate, ou qualquer outra coisa que engorde é bom quando se está triste, que eu faco parte da massa que já pensou e fugir do amor, que já desejou nunca ter se apaixonado. Descobri também como é perder a fome de tristeza, como é se sentir inutil e como é ser inutil também. Aprendi a me contentar com pouco e esconder que acho ruim. É, acho que aprendi bastante em cinco meses. Mas nao leve esse texto em conta. Dou menos de uma hora para eu parar de ouvir musicas que me lembram essas coisas, trocar de roupa, sair sem rumo por ai e esquecer que estive triste um dia. Porque é assim. Eu esqueco, eu tento deixar tudo bem. Uma hora ainda me canso, dai nao irei atrás, nao me importarei com o que ele pode achar, perco esse medo de perde-lo, perco a paciencia de esperar ele, sempre. Com certeza aí já será tarde. Eu vou olhar pra trás e nao garanto que queira voltar. Vou lembrar das coisas boas, ver se vale a pena. Posso ser bobinha agora, mas uma hora aprendo que felicidade nao depende dos outros.
Aí ainda me restaram as musicas, algum pedaco de papel e uma caneta.
"I'm waiting for blood to flow to my fingers. I'll be all right when my hands get warm. Ignoring the phone, I'd rather say nothingI'd rather you'd never heard my voice. You're calling too late, too late to be gracious. And you do not warrant long good-byes. You're calling too late..."
The best deceptions. Minha musica preferida cujo motivo só uma pessoa sabe, e só ela saberá.
Lembrar de respirar e tudo vai ficar bem.
Esqueco também que coisas pequenas me fazem feliz. Nao escrevi mais, nao falo mais das pessoas que eu vejo, nao noto algumas coisas. Ainda tem agumas coisas que me fazem continuar. Passei a entender quando algumas pessoas dizem que querem sumir. Descobri que dormir e comer chocolate, ou qualquer outra coisa que engorde é bom quando se está triste, que eu faco parte da massa que já pensou e fugir do amor, que já desejou nunca ter se apaixonado. Descobri também como é perder a fome de tristeza, como é se sentir inutil e como é ser inutil também. Aprendi a me contentar com pouco e esconder que acho ruim. É, acho que aprendi bastante em cinco meses. Mas nao leve esse texto em conta. Dou menos de uma hora para eu parar de ouvir musicas que me lembram essas coisas, trocar de roupa, sair sem rumo por ai e esquecer que estive triste um dia. Porque é assim. Eu esqueco, eu tento deixar tudo bem. Uma hora ainda me canso, dai nao irei atrás, nao me importarei com o que ele pode achar, perco esse medo de perde-lo, perco a paciencia de esperar ele, sempre. Com certeza aí já será tarde. Eu vou olhar pra trás e nao garanto que queira voltar. Vou lembrar das coisas boas, ver se vale a pena. Posso ser bobinha agora, mas uma hora aprendo que felicidade nao depende dos outros.
Aí ainda me restaram as musicas, algum pedaco de papel e uma caneta.
"I'm waiting for blood to flow to my fingers. I'll be all right when my hands get warm. Ignoring the phone, I'd rather say nothingI'd rather you'd never heard my voice. You're calling too late, too late to be gracious. And you do not warrant long good-byes. You're calling too late..."
The best deceptions. Minha musica preferida cujo motivo só uma pessoa sabe, e só ela saberá.
6 de abr. de 2009
=)
É estranho saber que tudo está bem. Saber que conseguimos passar um final de semana inteiro juntos, com brigas mas reconsiliacoes repentinas. É estranho me sentir tao bem assim. Porque eu sei que uma hora acaba. Nao se é feliz, se está feliz. É impossivel viver só sorrindo. Mesmo sabendo que esse bem estar vai passar, nao me canso de relembrar cada segundo juntos, cada risada. É ótimo ter ele. Tao bom que por segundos passo a acreditar que um pra sempre exista, só por alguns segundos. Nao quero acreditar nesse pra sempre, nao precisamos nos decepcionar tanto. As vezes acho que amo demais, e que parte desse amor acaba sendo inutil. Eu sei que ele acredita, e eu também acredito quando ele diz que me ama. Se nao, nao teria motivos pra estar comigo. Nao tenho nada de especial, só amor em excesso. Sempre soube disso, e por esse motivo tinha prometido a mim mesma que nao diria que amava ele antes de ouvir isso dele. E assim se fez, mas nao deu certo. Ele se precipitou, e eu acabei confessando na hora errada, por assim dizer. Eu sempre soube que nao era exatamente isso que ele queria, foi um chute. Por acaso deu certo. Amor vem com o tempo, e ele já me ama o equivalente a esses tres meses. Eu que, por acaso, tenho mania de amar as pessoas pelas coisas simples, já amava ele antes mesmo de imaginar que poderia namorar com ele. Achava isso impossivel. Quem diria, eu mesma nao acreditava que a vida pudesse dar tantas voltas. Nao acreditava que eu pudesse mudar tanto, ou ser tao insuportável como sou. Mas dizem que toda panela tem sua tampa. Se é realmente isso, eu nao sei, mas posso dizer com certeza que estou bem completa com essa tampa, um pouco maior que eu (hehe), mas me completa e me protege, me fazendo entender muitas coisas que nao entenderia por mim mesma.Nao, eu nao consigo evitar esse topo de textos, é mais forte que eu. Há.
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